quinta-feira, 12 de julho de 2012

QUEM DISSE QUE ELE NÃO PODE SER AMIGO ???



               
Leonardo, de 7 anos, coça a barriga do pitbull Thor; em troca do afago, o cão faz festa para o menino



A cada novo ataque de um cão da raça pitbull a humanos, a discussão sobre a extinção da espécie recomeça. Mas afinal, os cães são mesmo assassinos em potencial, representando um inimigo constante para a sociedade ou têm seu comportamento moldado pelos donos?

Segundo o veterinário Arlindo Araújo, a predisposição genética do pitbull é caracterizada pelo grande vigor físico e pelo espírito agressivo contra outros animais, inclusive da mesma espécie. "Alguns donos, no momento de ensiná-los, fazem com que essa agressividade com os outros animais seja transferida para os humanos", diz Araújo. "A maioria dos pitbulls que conhecemos são animais bem comportados. É o proprietário, no convívio com o cão, que vai moldando-o de acordo com o que quer, e acaba ensinando coisas que não deveria", completa.

Os cães da raça pitbull apresentam limitações que devem ser respeitadas, como por exemplo, a impossibilidade de serem criados com outros animais e em espaços pequenos, incompatíveis com o espírito do animal. "Na maioria dos acidentes, os culpados são os donos que criaram um monstrinho. As pessoas devem ter bom senso para saber se têm ou não condições de criar esses cães. Nenhum cão pensa, quem tem que fazer isso é o dono", diz.

O veterinário explica que as adaptações estéticas, como a conchotomia (corte de orelha), não influenciam o comportamento desses animais e nem os tornam suscetíveis a doenças.

"Qualquer raça, seja poodle, cocker, pinscher, pode apresentar distúrbios de comportamento. Com o pitbull não é diferente, porém a maioria deles é deturpado na hora do adestramento e da educação dada pelos donos", diz o veterinário.

O convívio deve ser preferencialmente com adolescentes e adultos. "Isso porque ele é bem 'estabanado' e pode derrubar crianças muito jovens e idosos", explica o veterinário.

Para a hora do passeio, há uma lei estadual que cria procedimentos obrigatórios para cães de grande porte, como o uso da focinheiras e coleiras fortes.

CONFUSÃO - Não é regra e nem pode ser generalizado, mas muito da imagem de 'mau' atribuída aos pitbulls pode ter sido fortalecida pelos 'bad boys' que o adotaram como mascote. Rapazes marombados, adeptos de lutas marciais e gangues personalizaram o perfil do animal ao estilo de vida que buscavam. "Eles poderiam ter escolhido qualquer outro animal, mas optaram pelo pitbull", diz Araújo.

A extinção da raça, como sugerida por vezes, é uma possibilidade utópica, diz o veterinário. "Não há um controle de todos os cães da cidade e como o pitbull é uma raça criada a partir do cruzamento de outros cães, torna-se difícil identificar muitas de suas características", analisa. "Além do que, seria injusto com a raça, porque os rottweilers, por exemplo, foram os cachorros que mais mataram pessoas no mundo", acrescenta.

O técnico em informática Francisco Vergílio da Silva Souza, 25, escolheu o pitbull Otto como mascote da casa. "Sempre vai muita gente em casa, as pessoas ficam um pouco assustadas quando chegam, mas passado algum tempo eles já estão amigos. Nunca vi ele latindo para ninguém que estivesse dentro de casa, apenas quando quer atenção.

O único problema é que ele não tem muita noção do quanto é grande, por isso pula em cima de todo mundo", diz Souza.

Um comentário:

  1. Parabens Emanuel pelo serviço que voce presta aos donos e amantes dos pitbull...continue assim com fe e percistencia voce chega no seu objetivo...abraço...obs os filhotes da Dalila estao Lindos..valeu..Junior

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